Festival Literário - Lourinhã - 5 a 9 de maio de 2015

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sábado, 9 de maio de 2015

Às 23:51 por Livros aOeste   Sem comentários

Pois é, o encerramento do Festival Livros a Oeste ficará na memória de muita gente. Um auditório da AMAL praticamente cheio de pais e filhos para participarem no concerto dos Fungaguinhos. E o termo é mesmo este: participarem, tal foi a cantoria de princípio ao fim e com direito a encore.

O Fungagá da Bicharada ou Joana Come a Papa foram dos temas mais conhecidos de José Barata Moura que agora andam novamente nas bocas dos portugueses pela arte dos Fungaguinhos, ou melhor, pela entrega da Joana, da Maria, do Ricardo e do Jorge, os músicos que sobem a palco e que, numa hora, não conseguem que entrem todos na lagarta, e tanto podiam fazer uma lista das que ficam de fora como das que vão conseguir tocar. Mas a beleza das lagartas é que nunca estão terminadas e esta é uma lagarta em movimento: cabem os que foram o primeiro público e que se vão recordar das canções e cabem os actuais destinatários delas, que não vão querer esquecer. 

Tal como eles dizem, se com José Barata Moura as inúmeras crianças que passavam pelo estúdio e que cantavam e faziam tropelias, também na tarde de hoje, na AMAL a festa foi dos mais pequenos, mas a verdade é que muitos pais saíram da sala a trautear as músicas de infância.





Às 23:22 por Livros aOeste   Sem comentários

A conversa de encerramento do Festival Livros a Oeste 2015 teve como protagonistas Mário Zambujal e Afonso Cruz. Dois repetentes que já inscreveram o evento nas suas agendas e por onde passam todos os anos.

Com o tema "Recordar o futuro" a conversa andou em torno deste e do seu contraponto: "Pensar o passado". Os convidados foram dando diversos exemplos de como se pode olhar para um determinado acontecimento na atualidade e pensar no que lhe deu origem assim como a implicação que terá no futuro.


Para Mário Zambujal "Recordar o futuro" é um bom jogo de palavras mas o jornalista e escritor preferia planificar o passado, apesar de saber que tal já não é possível. "O que eu gostava era que no futuro não se secundarizasse o ser humano", dando como exemplo a quantidade de despedimentos que ocorrem face ao trabalho que passa a ser entregue a máquinas. Referindo se a Afonso cruz, disse que o que ele faz não há nenhuma máquina que o faça.

Já Afonso Cruz, em resposta ao repto do tema da conversa, preferiu pegar no tema da educação. Segundo ele, educar é definir um caminho, pelo que é limitador. A vida é sempre mais um passo que ao escolhermos por onde vamos renunciamos a um infindável número de outros caminhos. Por isso, por vezes, olhamos para trás e perguntamos "e se?".


Quanto à atualidade vivida em Portugal, Mário Zambujal pegou em dois exemplos históricos: tanto em 1640 como no 25 de abril, o apoio popular vem de imediato em apoio à ação revoltosa contra o regime instalado.

Afonso Cruz disse que há muito que deixámos de viver a idade da criança. "De uma maneira geral identificamos o período de vivência no paraíso, sem obrigações, constrangimentos e pudores, com a idade da criança. É a nossa idade de ouro", concluiu.

Às 22:52 por Livros aOeste   Sem comentários


Consciência que Cura, é um romance da autoria da jovem Cátia Silvério que foi hoje apresentado no Festival Livros a Oeste. Nele, a autora procura demonstrar como passou a ver o mundo com outros olhos após uma experiência extrema na sua vida. Partindo de uma história fictícia, Cátia Silvério propõe ao leitor que conheça a sua essência, que descubra um conhecimento mais amplo de si mesmo e que renove as suas próprias consciências (interpretando o que está escrito, indo além do raciocínio lógico e chegando à emoção).


Rafael e Shirley, de 27 e 33 anos, são unidos pela atração física e material do meio que os envolve, mas cedo descobrem o que está além da mera satisfação psicológica que advém do mundo tridimensional.

A doença cancerígena que corrompe o seu corpo, conduz Rafael a tomar consciência do valor que tem a Vida, levando-o a morrer para renascer de novo. Juntos mergulham na paixão, no amor, na entrega, na partilha, no verdadeiro poder e no desconhecido.

Aprendem as lições, expandem as suas consciências e deixam-se Ser felizes somente porque sim, apenas porque se permitem surpreender com tudo o que a vida simplesmente É. Aprendem a viver o Agora e percebem que não precisam do tanto das suas vidas, que era nada nos seus corações. Ambos acabam por perceber que a doença ou qualquer outra dificuldade só os venceria se o permitissem.

Rafael viu que ele era a Cura e que a Cura era ele, muito para além dos sintomas físicos que poderiam existir. Alcançou as doze libertações do seu ego e sentiu, na verdade, a Unidade para além da multiplicidade.



Às 12:23 por Livros aOeste   Sem comentários

O programa do último dia do Festival Livros a Oeste é recheado de atividades para todas as idades. Ao longo do dia os mais pequenos têm jogos para brincar, pinturas faciais e balões para modelar. João Bacelar repete o workshop desta manhã, na Biblioteca Municipal, centrando a sua atenção na ilustração de livros.

Mas a parte da tarde não fica por aqui. Cátia Silvério, residente no concelho da Lourinhã, apresentará o seu livro "Consciência que cura", no auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira e na assistência terá os convidados da sessão seguinte: Mário Zambujal, João Bacelar e Afonso Cruz que conversarão sobre o futuro e como o mesmo pode ser recordado.

Para fechar, um espetáculo para toda a família que vai certamente esgotar a sala da AMAL, com os Fungaguinhos a interpretarem músicas de José Barata Moura. Se para as crianças será uma descoberta, para os adultos será um voltar à infância como temas como o Fungagá da Bicharada ou o Gato Tigre.

Podia esta pequena notícia terminar aqui mas ainda falta a referência a que até amanhã, domingo, dia 10, a livraria instalada no Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira ainda pode ser visitada e aproveitar os descontos de feira em livros e jogos didáticos.


Às 12:23 por Livros aOeste   Sem comentários



Hoje, as crianças estão no centro do festival Livros a Oeste. A animação prolonga-se ao longo de todo o dia, com muitas iniciativas que vão, decerto, agradar e divertir, os mais pequenos.

Logo após a apresentação de teatro de fantoches, o público presente e todas as outras crianças que passaram pelo Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira tiveram a oportunidade de fazer uma pintura facial, com divertidos motivos que vão, decerto, colorir  este dia de sábado.

À tarde, continua a atividade de pinturas faciais, lado a lado com balonagem e tererés.

São, assim, muitos os motivos para não perder este sábado no livros a Oeste, que encerra, às 17h30, no auditório da Associação Musical e Artística Lourinhanense, com um espetáculo musical, de entrada livre,  com "Os Fungaguinhos".


Às 12:21 por Livros aOeste   Sem comentários

A Princesa e o sapo, os Três porquinhos e o Capuchinho vermelho foram as três histórias infantis revisitadas hoje de manhã, no Livros a Oeste, numa dinâmica apresentação de teatro de fantoches.

Num registo interativo, a narradora fez uma leitura animada destes contos, que fazem parte do imaginário de miúdos e graúdos, dando-lhes um cunho divertido e original.

Os fantoches e os muitos adereços utilizados ilustraram de uma forma simpática estas histórias, fazendo as delícias das muitas crianças presentes. Houve até quem não resistisse e, a meio do espetáculo, tenha ido cumprimentar os personagens ao fantocheiro...

No final, todos os meninos foram convidados a ver estes bonecos, que ajudaram a colorir os três clássicos infantis revisitados.


Às 12:17 por Livros aOeste   Sem comentários

João Bacelar, fotógrafo e ilustrador, dinamiza, ao longo do dia de hoje, um workshop de ilustração na Biblioteca Municipal. A história "Era uma vez um gato maltês que tocava piano e falava francês" é o ponto de partida desta iniciativa, que envolve participantes de todas as idades.

Tal como explicou o ilustrador, para além da parte técnica da ilustração, neste workshop pretende-se, sobretudo, trabalhar a criatividade, a imaginação. Assim, este simples gato maltês pode ser ilustrado numa viagem a França, a comer uma baguete ou  mesmo a dar aulas de piano.

A imaginação é o limite e as expetativas são altas.




Às 00:54 por Livros aOeste   Sem comentários


Para a noite de sexta feira, o programador do Festival Livros a Oeste, João Morales, convidou Luís Silva do Ó e João Carlos Callixto. O primeiro é especialista em música rock portuguesa enquanto o segundo tem escrito sobre música e colaborou na Enciclopédia da Música em Portugal, apenas para referir alguns aspetos.

O rock português acaba por nascer na ressaca da canção de intervenção vinda do período revolucionário de 1974. As letras apresentavam-se como momentos de libertação e de agitação do sistema instituído. De Luís Silva do Ó falou-se da apresentação do livro Bookstage que escreveu em parceria com Bruno Gonçalves Pereira e que foi lançado no Casino do Estoril perante cerca de quatro centenas de pessoas e com a presença de inúmeros nomes do rock português e que aqui apresentamos.



Exemplos como os dos Trabalhadores do Comércio que acentuaram a sua origem do Porto, tanto nas letras das músicas como nas capas dos discos, mas também de bandas como o Quarteto 1111 que ao ver as suas letras em português censuradas, passaram a cantar em inglês, reivindicando exatamente o mesmo com vista à democracia e à libertação do povo.



Outros modelos partiram da música folk, que, em Portugal, teve inúmeros cantores que não tiveram carreiras fulgurantes mas que marcaram uma época, pegando em temas originais de artistas americanos e transpondo-os para a realidade nacional.

Durante o serão foram diversos os momentos em que a música deu lugar à conversa não para se substituir a esta mas antes para a complementar. O público acabou por participar numa tertúlia e assistir a um concerto que os transportou às década de 60 a 80 do século passado mas sempre com pontes na atualidade, quanto mais não fosse por via da sátira.